• Artigos Científicos

    Artigos publicados em revistas científicas pelos discentes do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal nos Trópicos da Universidade Federal da Bahia

    TENOPLASTIA EXPERIMENTAL DO CALCÂNEO EM CÃES COM PERITÔNIO BOVINO CONSERVADO EM GLICERINA
    Autores:

    COSTA NETO, J. M.; DALECK, C. R. ; ALESSI, A. C. ; BRACCIALLI, C. S.

    Resumo:
    No presente estudo, avaliou-se a eficácia do emprego do peritônio bovino, conservado em glicerina a 98%, no reparo de lesões induvdas no tendão calcâneo (TC) de cães, quando um fragmento de aproximadamente 1 cm do TC foi excisado e o espaço resultante preenchido por um fragmento de peritônio. Foram utilizados 21 cães, pesando entre 10 e 15kg, divididos em 7 grupos de 3, sacrificados aos 02, 07, 15, 30, 60, 90 e 120 dias de pós-operatório. Analisaram-se os aspectos clínico-cirúrgicos referentes à recuperação funcional motora, bem como, a integração do peritônio com o tecido tendíneo mediante avaliação macroscópica, por núcroscopia óptica e por núcroscopia eletrônica de varredura. Clinicamente, verificou-se que, por volta do 55° dia de pós-operatório, os animais já apresentavam deambulação normal e que o “neotendão” apresentou resistência suficiente para suportar o estresse normalmente aplicado ao Te. Microscopicamente, o peritônio implantado esteve presente em todos os períodos de observação. Proliferação fibroblástica e neoformação vascular foram observadas de forma incipiente no segundo dia; entretanto, no sétimo dia de pós-operatório, esta condição foi exacerbada. Com a evolução, as fibras de peritônio tendiam a se dissociar, entrando em estreita associação com fibras conjuntivas, fibroblastos e colágeno. Aos 30, 60, 90 e 120 dias de pós-operatório, notava-se maior presença de colágeno que se tomava cada vez mais organizado. Concluiu-se que o peritônio estimulou uma rápida deposição de tecido conjuntivo com mínima reação inflamatória, sendo incorporado ao tecido cicatricial e servindo como alicerce para o desenvolvimento de um novo tecido,restabelecendo assim a estrutura do tendão.
    Disponível em: Ciência Rural, Santa Maria, v. 29, n. 4, p. 697-703,1999

    TRATAMENTO CIRÚRGICO PARA CORREÇÃO DE HÉRNIA PERINEAL EM CÃO COM SACULAÇÃO RETAL COEXISTENTE
    Autores:

    COSTA NETO, J.M. ; MENEZES,V.P. ; TORIBIO, JM.M.L. ; OLIVEIRA,E.C.S. ; ANUNCIAÇÃO, M.C. ; TEIXEIRA, R.G. ; D’ASSIS, M.J.M.H. ; VIEIRA JÚNIOR,A.S.

    Resumo:
    A hérnia perineal em cão com saculação retal coexistente é uma condição patológica freqüentemente observada na rotina clínica cirúrgica de pequenos animais. A terapia cirúrgica para resolução de ambas alterações, pode incluir a realização de procedimentos individualizados ou simultâneos. O presente trabalho tem por objetivo avaliar o tratamento cirúrgico simultâneo, empregando-se transposição do músculo obturador interno, para restauração bilateral do diafragma pélvico, e ressecção do reto com tração através do ânus, para correção da saculação retal. A realização simultânea dos procedimentos cirúrgicos permitiu uma adequada reparação do diafragma pélvico, sem índices significativos de complicações e reincidência, além de possibilitar a resolução do problema em um só tempo, minimizando os custos operacionais e evitando a realização de procedimentos cirúrgicos subseqüentes.
    Disponível em: Rev. Bras. Saúde Prod. An., v.7, n.1, p. 07-19, 2006

    USO DO SILICONE POR CONDENSAÇÃO PARA REMOÇÃO DO SACO ANAL EM CÃES
    Autores:

    COSTA NETO, J.M. ; MENEZES, V.P. ; NÓBREGA NETO, P.I. ; VIEIRA JÚNIOR, A. S. ; TORIBIO, J.M. de M. ; TEIXEIRA, R. G.

    Resumo:
    As enfermidades do saco anal, inflamatórias ou neoplásicas, freqüentes na clínica de pequenos animais, trazem transtornos que afetam a qualidade de vida de seus portadores. Repetidos esforços com tratamento conservador são geralmente malsucedidos, e a recidiva é comum, especialmente quando as causas sistêmicas subjacentes não podem ser corrigidas. Em tais casos e em todos os outros estágios inflamatórios mais graves e crônicos, a excisão cirúrgica dos sacos anais é indicada. A saculectomia anal é um procedimento invasivo no qual a habilidade do cirurgião e o reconhecimento do tecido afetado são essenciais para a preservação da musculatura do esfíncter anal, sendo ideal a realização de técnica cirúrgica fechada, em detrimento da aberta. Visando facilitar a dissecação tecidual, empregou-se o silicone por condensação de uso odontológico no reenchimento e delineamento dos sacos anais, para posterior remoção dos mesmos. Submeteram-se quatro cadáveres e três pacientes à realização do procedimento. A utilização deste material, em virtude de suas características de inércia tecidual, facilidade de manipulação e tempo de reação, conferiu à técnica praticidade na execução e eficiência de realização, além de minimizar a contaminação do leito cirúrgico, reduzir custos operacionais e evitar a realização de procedimentos cirúrgicos subseqüentes. Não foram observadas, no pós-operatório, quaisquer alterações que denotassem complicações relacionadas à utilização do material proposto.
    Disponível em: Revista Ceres 54(313): 291-296, 2007

    ARTRODESE TIBIOTÁRSICA COM UTILIZAÇÃO DE PARAFUSOS DE AÇO INOXIDÁVEL 304L AUTO ATARRAXANTES: ESTUDO EXPERIMENTAL EM CÃES
    Autores:

    CAMACHO, B.G.L. ; BORGES, A.P.B. , COSTA NETO, J.M. ; MAIA, R.E. de N. ; VITAL, C.C. ; FONTES, E.B. ; CARVALHO, T.B. ; CARLO, E.C.

    Resumo:
    O objetivo deste trabalho foi avaliar, de forma experimental, a técnica cirúrgica proposta na artrodese da articulação tibiotársica, com o uso de parafusos de aço inoxidável 304L auto-atarraxantes. Foram utilizadas 10 cadelas adultas, hígidas, sem raça definida, com peso compreendido entre 15 e 20 kg. Após a exposição e a condrectomia articular, a articulação tibiotársica foi mantida manualmente num ângulo de aproximadamente 135°. Um orifício foi feito no sentido plantarodorsal, através do tubérculo do calcâneo, até a região cortical dorsal da tíbia, onde foi introduzido um parafuso. Ato contínuo, um segundo orifício foi feito na direção da superfície laterodistal do calcâneo, passando através do talus, até a cortical do maléolo medial, para a inserção do segundo parafuso. Os tecidos incisados foram suturados de maneira rotineira. Os animais passaram por avaliação clínica diária nos primeiros 15 dias e aos 30, 45, 60, 90, e 120 dias. Foram feitos exames radiográficos no membro operado imediatamente após o procedimento cirúrgico e aos 15, 30, 45, 60, 90, e 120 dias. Quatro cães foram submetidos a um novo procedimento cirúrgico 120 dias após a intervenção inicial, para a remoção dos implantes, e foram avaliados por mais 30 dias. Os animais apresentaram evolução clínica satisfatória, com graus variados de claudicação, apresentando deambulação normal entre 50 e 60 dias de pós-operatório. Radiograficamente, a fusão articular ocorreu, em média, aos 45 dias. Ao redor dos parafusos, foram observadas áreas de osteólise, que não comprometeram sua imobilização e nem provocaram a migração deles. Os resultados obtidos permitem concluir que houve adequada estabilidade da articulação tibiotársica, favorecendo uma rígida fusão óssea das extremidades articulares, confirmada após a retirada dos implantes.
    Disponível em: Revista Ceres 54(316): 479-486, 2007

    COLOPEXIA E DEFERENTOPEXIA ASSOCIADAS À OMENTOPEXIA NO TRATAMENTO DA HÉRNIA PERINEAL EM CÃES: UM ESTUDO DE TRINTA CASOS
    Autores:

    Mario Jorge Melhor Heine D’AssisI; João Moreira da Costa Neto; Alessandra da Silva Estrela-Lima; Emanoel Ferreira Martins Filho; Júlia Morena de Miranda Leão Toríbio; Raquel Graça Teixeira

    Resumo:
    Diversas técnicas cirúrgicas têm sido propostas para correção da hérnia perineal em cães e, independentemente do método utilizado, o risco cirúrgico relacionado ao estado clínico e à idade do animal deve ser sempre considerado. O comprometimento do trato urinário e/ ou digestório é frequente, e o paciente geriátrico pode apresentar problemas múltiplos que afetam consideravelmente sua tolerância à anestesia, à cirurgia e a infecções. Nesse contexto, objetivou-se avaliar o emprego da colopexia e da deferentopexia associadas à omentopexia como terapêutica cirúrgica alternativa em 30 cães idosos, comprometidos sistemicamente, portadores de hérnia perineal e anomalia retal concomitante. A análise dos casos permitiu verificar que a associação de procedimentos possibilitou a inspeção e avaliação dos órgãos abdominais, particularmente os implicados como conteúdo herniário; a restauração do formato linear do colo distal, reduzindo seu diâmetro e favorecendo o retorno à função normal; fixação eficaz e segura no reposicionamento cranial da próstata e vesícula urinária, evitando posteriores deslocamentos caudais; e satisfatória reparação tecidual e oclusão do defeito no diafragma pélvico. Dessa forma, concluiu-se que a técnica cirúrgica proposta tem significativo valor terapêutico quando empregada em portadores de hérnia perineal e saculação retal concomitante. Palavras-chave: cirurgia, hérnia perineal, pexia, cão.
    Disponível em: Cienc. Rural vol.40 no.2 Santa Maria Feb. 2010

    DEGENERAÇÃO VALVAR CRÔNICA EM CANINO – RELATO DE CASO
    Autores:

    Deusdete Conceição Gomes Junior, Vinícius de Jesus Moraes, Diana Mello Teixeira, João Moreira da Costa Neto, Emanoel Ferreira Martins Filho

    Resumo:
    A degeneração valvar crônica ou endocardiose é caracterizada por espessamento nodular dos folhetos valvares, mais severeamente em suas margens livres. As valvas mais atingidas são a mitral e tricúspide. As alterações valvulares primárias levam à secundárias sistêmicas, em animais mais idosos, principalmente à insuficiência cardíaca congestiva, nos casos mais severos. Neste relato de caso, uma poodle fêmea, de onze anos, 3,6 Kg, com queixa de tosse paroxística, foi atendida no Hospital de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Bahia.
    Disponível em: PUBVET, Londrina, V.3, N. 36, Ed. 97, Art. 682, 2009